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FERNANDO VIANA: CALÇADOS FEITOS COM A MÃO E O CORAÇÃO

Postado por Guilherme Guimaraes em

Fizemos uma visita a Fernando Viana, para entender como a sua coleção de calçados é criada e como eles conseguem ser tão lindos. 


Da entrada do atelier, pouco poderíamos imaginar o que iríamos encontrar ao passar pela pequena porta de metal que guarda o local. Um muro cinza escondia o universo de cores e formas que o couro ganha lá dentro. 

Saímos de lá encantados com o que vimos e trouxemos um pouco da visita e das histórias que conhecemos lá para vocês. Apreciem!

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FERNANDO VIANA: CALÇADOS FEITOS COM A MÃO E O CORAÇÃO

Postado por Guilherme Guimaraes em

Fizemos uma visita a Fernando Viana, para entender como a sua coleção de calçados é criada e como eles conseguem ser tão lindos. 


Da entrada do atelier, pouco poderíamos imaginar o que iríamos encontrar ao passar pela pequena porta de metal que guarda o local. Um muro cinza escondia o universo de cores e formas que o couro ganha lá dentro. 

Saímos de lá encantados com o que vimos e trouxemos um pouco da visita e das histórias que conhecemos lá para vocês. Apreciem!

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IDEIAS SUSTENTÁVEIS DA CABEÇA AOS PÉS

Postado por Kelly Arruda em

Nas últimas décadas, a preocupação com o meio ambiente cresceu significativamente entre os povos do mundo todo. Os impactos de algumas ações humanas nocivas ao planeta têm gerado inúmeros debates sobre quais soluções seriam possíveis para minimizar este problema crescente. E o debate em questão não acontece apenas nos grandes centros de pesquisa ou em ambientes acadêmicos. A pauta também chegou ao universo do empreendedorismo.

Com isso, uma nova modalidade no segmento tem, ao longo dos anos, acompanhado as discussões acerca do tema com o mesmo objetivo: conscientização e responsabilidade ambiental. É o empreendedorismo sustentável.

É notável que o mercado empreendedor tem procurado por iniciativas mais sustentáveis, como mostra os dados de uma pesquisa realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística). Na pesquisa, 61% das pessoas afirmam que mudariam o estilo de vida em benefício ao meio ambiente e 70% pagariam mais caro por produtos que não causem danos à natureza.

Mas, afinal, o que é ser um empreendedor sustentável? Para entender melhor e se adequar à iniciativa, não precisa de tanto assim. Bastam apenas algumas atitudes que fazem a diferença. Reutilizar materiais como o papel, entender que nem todos os aparelhos do local precisam estar ligados, estimular a coleta seletiva de lixo e educar sobre o desperdício de água são exemplos práticos de como a instituição pode ter, em sua essência, atitudes sustentáveis.

Foi valorizando estes princípios que Paulo Cezar Beltrão, empresário com 15 anos de experiência na indústria de calçados, decidiu fazer algo novo, diferente do habitual. “Sempre gostei da área de desenvolvimento e inovação. Nos últimos três anos resolvi agregar esse conhecimento ao segmento de calçado artesanal. Juntei materiais rústicos, como esteira de mineração, sola de materiais reciclados e outros produtos que tivessem dentro de um conceito regional. Eu queria dar aos calçados modelos confortáveis com materiais de qualidade, utilizando processos industriais, sem tirar a característica do artesanato”, disse.

Além da criação de calçados e bolsas que ficam por conta de Paulo e sua equipe, os seus produtos evoluíram para algo bastante interessante e criativo. A partir de um proposta que recebeu do Sebrae, Paulo foi desafiado a criar um produto onde o foco seria sustentabilidade e consumo consciente. Não deu outra. Paulo foi influenciado por uma matéria de jornal televisivo que falava sobre uma empresa no Japão que reutilizava peças de roupas jeans na produção de casacos.

Amadureceu a ideia e inovou. Criou sapatos feitos com jeans. “Há muito tempo atrás eu tinha um monte de calças minha e da minha família que não serviam mais e eu sempre procurava o que fazer com elas. Resolvi fazer um sapato. E dessa ideia já saiu sapatilha, sandálias, tênis e botas. Eu tenho um estoque na minha casa de peças que não servem mais”, comentou.

Tecidos e mais tecidos. Tesouras, cortes, moldes e costuras. A produção que vem de Juazeiro do Norte, no Ceará, diretamente para Artes Imaginário Brasileiro é repleta de princípios, valores e desejos. E é isso que Paulo carrega junto ao seu trabalho de pesquisa e modelagem dos calçados. Acreditar em fazer o que gosta com um propósito é o fio condutor para o sucesso. “É muito gratificante, saber que você faz parte de um pequeno grupo preocupado com o planeta. O mercado é que ainda não está muito preparado”, completou.

Você pode encontrar o modelo clicando aqui.

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IDEIAS SUSTENTÁVEIS DA CABEÇA AOS PÉS

Postado por Kelly Arruda em

Nas últimas décadas, a preocupação com o meio ambiente cresceu significativamente entre os povos do mundo todo. Os impactos de algumas ações humanas nocivas ao planeta têm gerado inúmeros debates sobre quais soluções seriam possíveis para minimizar este problema crescente. E o debate em questão não acontece apenas nos grandes centros de pesquisa ou em ambientes acadêmicos. A pauta também chegou ao universo do empreendedorismo.

Com isso, uma nova modalidade no segmento tem, ao longo dos anos, acompanhado as discussões acerca do tema com o mesmo objetivo: conscientização e responsabilidade ambiental. É o empreendedorismo sustentável.

É notável que o mercado empreendedor tem procurado por iniciativas mais sustentáveis, como mostra os dados de uma pesquisa realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística). Na pesquisa, 61% das pessoas afirmam que mudariam o estilo de vida em benefício ao meio ambiente e 70% pagariam mais caro por produtos que não causem danos à natureza.

Mas, afinal, o que é ser um empreendedor sustentável? Para entender melhor e se adequar à iniciativa, não precisa de tanto assim. Bastam apenas algumas atitudes que fazem a diferença. Reutilizar materiais como o papel, entender que nem todos os aparelhos do local precisam estar ligados, estimular a coleta seletiva de lixo e educar sobre o desperdício de água são exemplos práticos de como a instituição pode ter, em sua essência, atitudes sustentáveis.

Foi valorizando estes princípios que Paulo Cezar Beltrão, empresário com 15 anos de experiência na indústria de calçados, decidiu fazer algo novo, diferente do habitual. “Sempre gostei da área de desenvolvimento e inovação. Nos últimos três anos resolvi agregar esse conhecimento ao segmento de calçado artesanal. Juntei materiais rústicos, como esteira de mineração, sola de materiais reciclados e outros produtos que tivessem dentro de um conceito regional. Eu queria dar aos calçados modelos confortáveis com materiais de qualidade, utilizando processos industriais, sem tirar a característica do artesanato”, disse.

Além da criação de calçados e bolsas que ficam por conta de Paulo e sua equipe, os seus produtos evoluíram para algo bastante interessante e criativo. A partir de um proposta que recebeu do Sebrae, Paulo foi desafiado a criar um produto onde o foco seria sustentabilidade e consumo consciente. Não deu outra. Paulo foi influenciado por uma matéria de jornal televisivo que falava sobre uma empresa no Japão que reutilizava peças de roupas jeans na produção de casacos.

Amadureceu a ideia e inovou. Criou sapatos feitos com jeans. “Há muito tempo atrás eu tinha um monte de calças minha e da minha família que não serviam mais e eu sempre procurava o que fazer com elas. Resolvi fazer um sapato. E dessa ideia já saiu sapatilha, sandálias, tênis e botas. Eu tenho um estoque na minha casa de peças que não servem mais”, comentou.

Tecidos e mais tecidos. Tesouras, cortes, moldes e costuras. A produção que vem de Juazeiro do Norte, no Ceará, diretamente para Artes Imaginário Brasileiro é repleta de princípios, valores e desejos. E é isso que Paulo carrega junto ao seu trabalho de pesquisa e modelagem dos calçados. Acreditar em fazer o que gosta com um propósito é o fio condutor para o sucesso. “É muito gratificante, saber que você faz parte de um pequeno grupo preocupado com o planeta. O mercado é que ainda não está muito preparado”, completou.

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SIGNIFICADOS E INSPIRAÇÕES QUE ENVOLVEM A ARTE DO MESTRE JOSÉ ALVES

Postado por Kelly Arruda em

A paixão pelo artesanato geralmente vem de berço. E com José Alves da Cruz, o mestre Zé Alves, não foi diferente. Seu pai costumava produzir alguns brinquedos feitos de madeira e, outros, de lata. Na inquietude da infância, aos 12 anos de idade, começou a se descobrir artesão esculpindo nas bananeiras que encontrava pela vizinhança no bairro dos Coelhos, área central do Recife, cidade onde nasceu. Sua mãe não gostava muito dessa “trela” e sempre reclamava, conta José Alves. Mas ela não pôde evitar a curiosidade do filho.

Foi então que ele percebeu o que queria. Nos encontros e desencontros da vida, ainda muito novo, com quase 20 anos de idade, conheceu Silvia Coimbra, dona da galeria Nêga Fulô Artes e Ofícios, considerada uma das pessoas mais importantes no universo da pesquisa sobre arte popular brasileira. Foi convidado por ela para trabalhar no espaço que, durante os seus dez anos de atividade, dedicou-se a além de comercializar peças, fomentar o debate sobre arte e cultura popular nordestina.

Durante seu trabalho na galeria, Zé Alves cruzou com outro mestre de arte bastante expressiva no Estado: Manoel Fontoura, o Nhô Caboclo. Com data incerta sobre o seu nascimento, provavelmente na primeira década do século 20, sabe-se ainda com certa dúvida que o artista era descendente de índios Fulniôs, pertencentes às terras do município de Águas Belas, no agreste de Pernambuco.
Desde muito pequeno, sua arte era feita com barro. Costumava dizer que tirou barro com Vitalino, em Caruaru. Mas sua produção de maior destaque foi em peças feitas à base de madeira e folhas de flandres. Estas peças de estilo único retratavam negros guerreiros, pássaros, embarcações carregadas de homens, índios e outras temáticas.


(Imagem da internet)

Com incertezas sobre suas origens, Nhô Caboclo foi acolhido das ruas do Recife por Silvia Coimbra e passou o resto da sua vida trabalhando para ela na galeria. O artista se destacou como sendo a inspiração fundamental na arte de José Alves. “... foi aí que eu encontrei com o mestre Nhô Caboclo. Cheguei a ajudá-lo muito. Ele faleceu e eu continuei a obra dele. Ela (Silvia Coimbra) lançou um livro e me colocou como discípulo de Nhô Caboclo e eu até hoje estou nesse ramo. Hoje eu sou discípulo Nhô Caboclo”, relata.

Em um dos pontos mais altos do bairro de Águas Compridas, em Olinda, está localizada a casa-ateliê do mestre Zé Alves. Conhecido e respeitado pela vizinhança, o artesão nos recebe com alegria e sorriso aberto.

Suas esculturas são feitas em madeira louro canela, que possui um cheiro forte, a textura é de fácil manuseio e resistente a bicho; e cipó canela, colhido pelas redondezas de sua casa para fazer o acabamento de algumas peças. Navios negreiros, escravos, sacis-pererês, índios (bonecos maiores), guerreiros tribais, casas de farinha, bonecos em quadros… A arte de José Alves conversa constantemente com o começo de tudo, passando a ter um estilo próprio que o artista adquiriu, possuindo forte influência africana. A cor preta predomina e o vermelho aparece em destaque em alguns momentos.

Do corte à pintura, Zé e sua equipe rapidamente dão vida ao pedaço de madeira. Ele trabalha com mais três pessoas: um casal de filhos e o vizinho, Leandro Gomes, responsável por lixar e pintar as peças. “Eu trabalho com ele há dois anos. Sou vizinho dele, por isso vim parar aqui. Ele me chamou para trabalhar com ele e eu vim. Desde pequeno eu já admirava muito as peças dele. Eu achava tudo muito bonito”, conta.

Contrariando o que o senso comum diz sobre quem vive do artesanato no país, José Alves conta que não vê dificuldade no trabalho. “Eu vivo só dessa arte, desse artesanato. Não é difícil, não. É fácil. Tudo que eu faço, eu vendo. Meu trabalho é sempre bem recebido em qualquer lugar que eu chegue. Eu fui para Portugal para passar 15 dias e levei muita arte para lá. Com nove dias meu material acabou todinho”, comenta.

Países como Portugal, França, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, além de diversos outros estados do Brasil já receberam sua arte. Sempre a convite, representa o Estado de Pernambuco mundo afora em exposições de eventos culturais. A quantidade de peças já feitas é incerta. Ele conta, brincando, que dá para encher dez carretas ou mais. A sua maior peça, um quadro com quase seis metros, está em Portugal.

Aos 65 anos de idade, a paixão pelo que faz é o segredo da satisfação no trabalho que realiza há mais de 30 anos. Para Zé, nada está ruim ou imperfeito. Antes de tudo, valoriza a própria arte como ninguém. “Eu me sinto bem fazendo tudo. Eu gosto tanto do meu trabalho que às vezes eu faço uma peça e fico com pena de vender. Se eu pudesse colocaria tudo dentro de casa. Minha peça é uma peça única. Eu sou feliz com isso aqui. Não pretendo parar. Meus meninos já sabem que vão ficar no meu lugar. O pessoal diz que eu não fico velho porque eu brinco muito.”

Você pode encontrar as peças do Mestre José Alves clicando aqui.

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A paixão pelo artesanato geralmente vem de berço. E com José Alves da Cruz, o mestre Zé Alves, não foi diferente. Seu pai costumava produzir alguns brinquedos feitos de madeira e, outros, de lata. Na inquietude da infância, aos 12 anos de idade, começou a se descobrir artesão esculpindo nas bananeiras que encontrava pela vizinhança no bairro dos Coelhos, área central do Recife, cidade onde nasceu. Sua mãe não gostava muito dessa “trela” e sempre reclamava, conta José Alves. Mas ela não pôde evitar a curiosidade do filho.

Foi então que ele percebeu o que queria. Nos encontros e desencontros da vida, ainda muito novo, com quase 20 anos de idade, conheceu Silvia Coimbra, dona da galeria Nêga Fulô Artes e Ofícios, considerada uma das pessoas mais importantes no universo da pesquisa sobre arte popular brasileira. Foi convidado por ela para trabalhar no espaço que, durante os seus dez anos de atividade, dedicou-se a além de comercializar peças, fomentar o debate sobre arte e cultura popular nordestina.

Durante seu trabalho na galeria, Zé Alves cruzou com outro mestre de arte bastante expressiva no Estado: Manoel Fontoura, o Nhô Caboclo. Com data incerta sobre o seu nascimento, provavelmente na primeira década do século 20, sabe-se ainda com certa dúvida que o artista era descendente de índios Fulniôs, pertencentes às terras do município de Águas Belas, no agreste de Pernambuco.
Desde muito pequeno, sua arte era feita com barro. Costumava dizer que tirou barro com Vitalino, em Caruaru. Mas sua produção de maior destaque foi em peças feitas à base de madeira e folhas de flandres. Estas peças de estilo único retratavam negros guerreiros, pássaros, embarcações carregadas de homens, índios e outras temáticas.


(Imagem da internet)

Com incertezas sobre suas origens, Nhô Caboclo foi acolhido das ruas do Recife por Silvia Coimbra e passou o resto da sua vida trabalhando para ela na galeria. O artista se destacou como sendo a inspiração fundamental na arte de José Alves. “... foi aí que eu encontrei com o mestre Nhô Caboclo. Cheguei a ajudá-lo muito. Ele faleceu e eu continuei a obra dele. Ela (Silvia Coimbra) lançou um livro e me colocou como discípulo de Nhô Caboclo e eu até hoje estou nesse ramo. Hoje eu sou discípulo Nhô Caboclo”, relata.

Em um dos pontos mais altos do bairro de Águas Compridas, em Olinda, está localizada a casa-ateliê do mestre Zé Alves. Conhecido e respeitado pela vizinhança, o artesão nos recebe com alegria e sorriso aberto.

Suas esculturas são feitas em madeira louro canela, que possui um cheiro forte, a textura é de fácil manuseio e resistente a bicho; e cipó canela, colhido pelas redondezas de sua casa para fazer o acabamento de algumas peças. Navios negreiros, escravos, sacis-pererês, índios (bonecos maiores), guerreiros tribais, casas de farinha, bonecos em quadros… A arte de José Alves conversa constantemente com o começo de tudo, passando a ter um estilo próprio que o artista adquiriu, possuindo forte influência africana. A cor preta predomina e o vermelho aparece em destaque em alguns momentos.

Do corte à pintura, Zé e sua equipe rapidamente dão vida ao pedaço de madeira. Ele trabalha com mais três pessoas: um casal de filhos e o vizinho, Leandro Gomes, responsável por lixar e pintar as peças. “Eu trabalho com ele há dois anos. Sou vizinho dele, por isso vim parar aqui. Ele me chamou para trabalhar com ele e eu vim. Desde pequeno eu já admirava muito as peças dele. Eu achava tudo muito bonito”, conta.

Contrariando o que o senso comum diz sobre quem vive do artesanato no país, José Alves conta que não vê dificuldade no trabalho. “Eu vivo só dessa arte, desse artesanato. Não é difícil, não. É fácil. Tudo que eu faço, eu vendo. Meu trabalho é sempre bem recebido em qualquer lugar que eu chegue. Eu fui para Portugal para passar 15 dias e levei muita arte para lá. Com nove dias meu material acabou todinho”, comenta.

Países como Portugal, França, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, além de diversos outros estados do Brasil já receberam sua arte. Sempre a convite, representa o Estado de Pernambuco mundo afora em exposições de eventos culturais. A quantidade de peças já feitas é incerta. Ele conta, brincando, que dá para encher dez carretas ou mais. A sua maior peça, um quadro com quase seis metros, está em Portugal.

Aos 65 anos de idade, a paixão pelo que faz é o segredo da satisfação no trabalho que realiza há mais de 30 anos. Para Zé, nada está ruim ou imperfeito. Antes de tudo, valoriza a própria arte como ninguém. “Eu me sinto bem fazendo tudo. Eu gosto tanto do meu trabalho que às vezes eu faço uma peça e fico com pena de vender. Se eu pudesse colocaria tudo dentro de casa. Minha peça é uma peça única. Eu sou feliz com isso aqui. Não pretendo parar. Meus meninos já sabem que vão ficar no meu lugar. O pessoal diz que eu não fico velho porque eu brinco muito.”

Você pode encontrar as peças do Mestre José Alves clicando aqui.

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IDENTIDADE, TRADIÇÃO E CULTURA NOS PÉS: AS SANDÁLIAS DE COURO FEITAS POR ADILSON E ANTÔNIO

Postado por Kelly Arruda em

Entre martelos, alicates, tesouras, moldes, máquinas de costura e outros utensílios que tomam conta do ateliê, nasce um produto que podemos considerar um símbolo do povo nordestino: as sandálias de couro.
Mas existe um estilo dessas sandálias que têm um toque especial, com referências que vêm de um lugar que fica do outro lado do oceano: a cidade de Roma, na Itália. São as sandálias tipo romana, muito famosas mundo afora, principalmente as que conhecemos como “gladiadoras”.
Em Belo Jardim, município do Agreste pernambucano, uma dupla faz sucesso na produção destas sandálias. É na casa de número 69 que as ideias dos irmãos Adilson e Antônio, mais conhecidos na cidade como “irmaõs galindo”, afloram diante de uma paixão que passou por gerações. Dar continuidade ao trabalho deixado como herança pelos avós é uma responsabilidade que segue viva desde 1987.
Com mais de trinta anos fazendo uso do couro como renda familiar, os irmãos
destacam o trabalho como algo difícil de fazer, que precisa de muita atenção, mas no final das contas é prazeroso. No início, seus avós se dedicavam à criação de outro estilo de calçado. Mas, como chegaram à especialidade das sandálias tipo romana? Adilson conta que iniciaram a confecção após sugestão de um amigo. Os irmãos já demonstravam certo interesse pelo perfil das sandálias, então decidiram dar o pontapé inicial. Com uma rotina de trabalho que se adequa à demanda, Adilson explica que as vendas vão além do Estado de Pernambuco. Muitos compradores são de São Paulo, Rio de Janeiro - que afirma ser o local com os melhores clientes -  e até mesmo de fora do país. Certa vez, uma turista norte-americana comprou uma quantidade de trezentos pares de sandálias!
Feitas de couro conhecido como atanado, material natural e menos nocivo ao meio ambiente pelo seu processo de fabricação, as sandálias têm no solado o mesmo material usado para produção de pneus, que os irmãos consideram muito mais durável. O colorido das sandálias é o diferencial que faz o produto ter personalidade, assim como originalidade para quem a adquire.
Tradição, simplicidade e leveza nos pés, é um trabalho carregado de representatividade e totalmente artesanal, feito com carinho sem abrir mão da qualidade, da beleza e do conforto. E beleza elas têm muito, da mesma maneira como todo processo de produção é feito, porque vem das mãos de pessoas que são motivadas pelo amor ao que fazem, que prezam pela história, prática, costume, memória e bem-estar do cliente. Artesanato forte de Pernambuco para o mundo, com detalhes que fortalecem a cultura local. Viva!

Gostou do perfil das sandálias? Peça a sua aqui: Coleção Romana 
Você também pode visitar a nossa loja e fazer um passeio por um dos lugares mais bonitos do Brasil: Alto da Sé, em Olinda!
Rua Bispo Coutinho, 814 - Olinda/PE

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Entre martelos, alicates, tesouras, moldes, máquinas de costura e outros utensílios que tomam conta do ateliê, nasce um produto que podemos considerar um símbolo do povo nordestino: as sandálias de couro.
Mas existe um estilo dessas sandálias que têm um toque especial, com referências que vêm de um lugar que fica do outro lado do oceano: a cidade de Roma, na Itália. São as sandálias tipo romana, muito famosas mundo afora, principalmente as que conhecemos como “gladiadoras”.
Em Belo Jardim, município do Agreste pernambucano, uma dupla faz sucesso na produção destas sandálias. É na casa de número 69 que as ideias dos irmãos Adilson e Antônio, mais conhecidos na cidade como “irmaõs galindo”, afloram diante de uma paixão que passou por gerações. Dar continuidade ao trabalho deixado como herança pelos avós é uma responsabilidade que segue viva desde 1987.
Com mais de trinta anos fazendo uso do couro como renda familiar, os irmãos
destacam o trabalho como algo difícil de fazer, que precisa de muita atenção, mas no final das contas é prazeroso. No início, seus avós se dedicavam à criação de outro estilo de calçado. Mas, como chegaram à especialidade das sandálias tipo romana? Adilson conta que iniciaram a confecção após sugestão de um amigo. Os irmãos já demonstravam certo interesse pelo perfil das sandálias, então decidiram dar o pontapé inicial. Com uma rotina de trabalho que se adequa à demanda, Adilson explica que as vendas vão além do Estado de Pernambuco. Muitos compradores são de São Paulo, Rio de Janeiro - que afirma ser o local com os melhores clientes -  e até mesmo de fora do país. Certa vez, uma turista norte-americana comprou uma quantidade de trezentos pares de sandálias!
Feitas de couro conhecido como atanado, material natural e menos nocivo ao meio ambiente pelo seu processo de fabricação, as sandálias têm no solado o mesmo material usado para produção de pneus, que os irmãos consideram muito mais durável. O colorido das sandálias é o diferencial que faz o produto ter personalidade, assim como originalidade para quem a adquire.
Tradição, simplicidade e leveza nos pés, é um trabalho carregado de representatividade e totalmente artesanal, feito com carinho sem abrir mão da qualidade, da beleza e do conforto. E beleza elas têm muito, da mesma maneira como todo processo de produção é feito, porque vem das mãos de pessoas que são motivadas pelo amor ao que fazem, que prezam pela história, prática, costume, memória e bem-estar do cliente. Artesanato forte de Pernambuco para o mundo, com detalhes que fortalecem a cultura local. Viva!

Gostou do perfil das sandálias? Peça a sua aqui: Coleção Romana 
Você também pode visitar a nossa loja e fazer um passeio por um dos lugares mais bonitos do Brasil: Alto da Sé, em Olinda!
Rua Bispo Coutinho, 814 - Olinda/PE

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MESTRE ELIAS E SUAS BELAS ESCULTURAS

Postado por Juliana Coimbra em

 

Basta olhar o trabalho de Mestre Elias José para já perceber que a sua grande inspiração é um dos momentos mais especiais da vida de uma mulher: quando ela se torna mãe. ‘Tive mais contato com mulheres grávidas quando trabalhei em uma Maternidade. Eu era auxiliar de serviços gerais, mas quando precisava, até ajudar grávida a subir na maca na hora do parto eu ajudei lá. Foi um momento que eu pude observar mais de perto as mulheres grávidas e é desse período que nasceu a ideia de esculpir gestantes. Eu via as mulheres com aquele barrigão já perto de ter o bebê, e também tive a oportunidade de ver o carinho e cuidado que as mães demonstravam quando pegavam os seus bebês nos braços’, explica o artesão que traduz a emoção em arte . Super orgulhoso do seu trabalho, ele afirma que a maior conquista que o artesanato lhe trouxe na vida foi proporcionar educação para os seus dois filhos. ‘Hoje minha filha é formada em enfermagem e o meu filho está na faculdade cursando medicina, daqui a seis anos devemos ter um médico na família’, relata, com satisfação, Mestre Elias.

 

Mas nem sempre as mães foram a inspiração do artista. No começo, ele produzia mais esculturas com animais como cavalo e carro de bois e até algumas peças com um toque surrealista. A história dele com artesanato começou há 30 anos quando um colega o apresentou ao ofício. No entanto, levou algum tempo para Elias perceber que podia se dedicar integralmente ao seu trabalho manual. Começando aos poucos, no início da sua trajetória, ele só exercia a atividade nas horas vagas e não vendia o que produzia. ‘A minha história com trabalho manual começou nos anos 80 e só depois de alguns anos de prática foi que eu percebi que podia viver do que entalhava. Foi aí que decidi me dedicar exclusivamente à arte’, explica Mestre Elias.

 

 

Natural de Paudalho (PE), ele aprendeu o ofício na Paraíba, estado em que reside até hoje e cria as suas peças. Ao longo da sua trajetória, o artesão tem verdadeiro fascínio pelo processo de produção. Faz tudo, inclusive ele mesmo que compra a Madeira que vem do sertão do Cariri. E ao passo que a peça vai se desenvolvendo e o chão do ateliê fica repleto de lascas de madeira, o brilho no olho do artesão vai aumentando ao observar a peça criando forma.

 

 

‘Eu gosto demais do que eu faço. Já pensei até em parar, mas não consigo. É muito bom pegar um pedaço de madeira in Natura, lavrar ela, e ver ela virar uma escultura. E depois, ela pronta, as pessoas elogiando. Isso traz uma força para sempre criar e pensar esculturas de mães diferentes. Eu já fiz mulher gestante, grávida de gêmeos, com o filho nos braços, e de vários outros jeitos’ detalha. E é assim que Mestre Elias vai compartilhando a sua arte que tem fonte de inspiração inesgotável: o amor das mães pelos filhos.

 

 

 

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MESTRE ELIAS E SUAS BELAS ESCULTURAS

Postado por Juliana Coimbra em

 

Basta olhar o trabalho de Mestre Elias José para já perceber que a sua grande inspiração é um dos momentos mais especiais da vida de uma mulher: quando ela se torna mãe. ‘Tive mais contato com mulheres grávidas quando trabalhei em uma Maternidade. Eu era auxiliar de serviços gerais, mas quando precisava, até ajudar grávida a subir na maca na hora do parto eu ajudei lá. Foi um momento que eu pude observar mais de perto as mulheres grávidas e é desse período que nasceu a ideia de esculpir gestantes. Eu via as mulheres com aquele barrigão já perto de ter o bebê, e também tive a oportunidade de ver o carinho e cuidado que as mães demonstravam quando pegavam os seus bebês nos braços’, explica o artesão que traduz a emoção em arte . Super orgulhoso do seu trabalho, ele afirma que a maior conquista que o artesanato lhe trouxe na vida foi proporcionar educação para os seus dois filhos. ‘Hoje minha filha é formada em enfermagem e o meu filho está na faculdade cursando medicina, daqui a seis anos devemos ter um médico na família’, relata, com satisfação, Mestre Elias.

 

Mas nem sempre as mães foram a inspiração do artista. No começo, ele produzia mais esculturas com animais como cavalo e carro de bois e até algumas peças com um toque surrealista. A história dele com artesanato começou há 30 anos quando um colega o apresentou ao ofício. No entanto, levou algum tempo para Elias perceber que podia se dedicar integralmente ao seu trabalho manual. Começando aos poucos, no início da sua trajetória, ele só exercia a atividade nas horas vagas e não vendia o que produzia. ‘A minha história com trabalho manual começou nos anos 80 e só depois de alguns anos de prática foi que eu percebi que podia viver do que entalhava. Foi aí que decidi me dedicar exclusivamente à arte’, explica Mestre Elias.

 

 

Natural de Paudalho (PE), ele aprendeu o ofício na Paraíba, estado em que reside até hoje e cria as suas peças. Ao longo da sua trajetória, o artesão tem verdadeiro fascínio pelo processo de produção. Faz tudo, inclusive ele mesmo que compra a Madeira que vem do sertão do Cariri. E ao passo que a peça vai se desenvolvendo e o chão do ateliê fica repleto de lascas de madeira, o brilho no olho do artesão vai aumentando ao observar a peça criando forma.

 

 

‘Eu gosto demais do que eu faço. Já pensei até em parar, mas não consigo. É muito bom pegar um pedaço de madeira in Natura, lavrar ela, e ver ela virar uma escultura. E depois, ela pronta, as pessoas elogiando. Isso traz uma força para sempre criar e pensar esculturas de mães diferentes. Eu já fiz mulher gestante, grávida de gêmeos, com o filho nos braços, e de vários outros jeitos’ detalha. E é assim que Mestre Elias vai compartilhando a sua arte que tem fonte de inspiração inesgotável: o amor das mães pelos filhos.

 

 

 

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